A participação de duas listas de maioria árabe na eleição parlamentar de Israel, marcada para 27 de outubro de 2026, passou a depender de uma disputa judicial. Em 23 de setembro, o Comitê Central de Eleições votou para excluir o Ra’am e a Lista Conjunta da corrida. As decisões ainda estavam sujeitas à revisão da Suprema Corte.

A Lista Conjunta reúne Hadash, Ta’al e Balad. Sua exclusão foi aprovada por 18 votos a cinco, segundo o Times of Israel, após pedido do Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O comitê também aprovou o impedimento do Ra’am por 18 votos a cinco, com uma abstenção, informou a organização jurídica Adalah.

Defesa anuncia contestação

A Adalah, que representa as listas e candidatos atingidos, divulgou comunicado no mesmo dia e anunciou que os defenderia perante a Suprema Corte. A entidade disse que a análise judicial era esperada para a semana seguinte e contestou os fundamentos apresentados ao comitê. Essa é a posição da defesa no caso.

As deliberações também atingiram individualmente Ofer Cassif e Sami Abu Shehadeh, de acordo com o comunicado e a cobertura do Times of Israel. As exclusões ainda dependem da revisão judicial.

A Suprema Corte decidirá quem poderá disputar as vagas no Parlamento israelense em outubro.

Fontes consultadas

Com informações de Folha de S.Paulo/Financial Times — James Shotter, do Times of Israel — Stav Levaton e do comunicado da Adalah, representante jurídica das candidaturas. Consulta em 24 de setembro de 2026.

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