O crescimento da produção florestal brasileira em 2025 foi puxado pelas áreas plantadas, enquanto a extração em vegetação nativa perdeu valor. O setor somou R$ 47,9 bilhões, recorde da pesquisa do IBGE divulgada nesta quinta-feira, 24 de setembro, e alta nominal de 6,7% sobre 2024.
A silvicultura respondeu por R$ 41 bilhões, com expansão de 8,6%. Já o extrativismo vegetal caiu 3,1%, para R$ 6,9 bilhões. Os valores são calculados a preços correntes e, portanto, não descontam a inflação.
Os números distinguem duas atividades: a silvicultura utiliza florestas plantadas para produção; o extrativismo recolhe produtos da vegetação natural. Em 2025, a primeira concentrou 85,6% do valor total.
A área de florestas plantadas alcançou 10,4 milhões de hectares. O eucalipto ocupou 78,6% dessa extensão e abastece principalmente a indústria de papel e celulose.
Entre os produtos não madeireiros, o valor da produção cresceu 9,6%, para R$ 2,6 bilhões. O açaí gerou R$ 1,1 bilhão e a erva-mate, R$ 562,3 milhões. A edição também passou a detalhar produtos como cupuaçu, buriti, andiroba e murumuru, ampliando a informação disponível sobre cadeias ligadas à floresta.
Fontes consultadas
Com informações de IBGE — Ana Paula Davim, Agência Brasil / Amazonas Atual — Bruno de Freitas Moura. Consulta em 24 de setembro de 2026.
