O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira, 22 de setembro, que seu governo poderá recorrer às Forças Armadas para proteger o que considera interesses vitais do país no hemisfério ocidental. A declaração foi feita na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, e consta de comunicado divulgado pela Casa Branca sobre o discurso.

Ao tratar da América Latina, Trump apresentou a atuação militar como uma possibilidade de sua política externa. O trecho divulgado não estabelece, por si só, um calendário para uma nova operação. A posição anunciada amplia o peso do tema da segurança na relação de Washington com os países da região.

Soberania em debate

Segundo a cobertura da Agência Brasil, a fala durou quase 40 minutos e ocorreu depois do pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O brasileiro havia defendido a soberania nacional e rejeitado a ideia de que o Brasil deva ocupar uma posição subordinada a outro país.

A agência também registrou a saída da delegação cubana do plenário durante a manifestação de Trump, em protesto. As duas intervenções expuseram posições distintas sobre o papel das potências e a autonomia dos países no debate internacional.

Fontes consultadas

Com informações de Agência Brasil — Lucas Pordeus León e do comunicado da Casa Branca sobre o discurso, publicados em 22 de setembro de 2026. Consulta em 23 de setembro de 2026.

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