Donald Trump voltou a se opor a mecanismos internacionais de controle da inteligência artificial durante seu discurso na ONU, em Nova York, em 22 de setembro. Em comunicado sobre a fala, a Casa Branca registrou que o presidente dos Estados Unidos rejeita uma estrutura global para dirigir a tecnologia.
A declaração ocorre enquanto a própria ONU desenvolve um espaço de cooperação sobre o tema. O primeiro Diálogo Global sobre Governança da Inteligência Artificial reuniu participantes em Genebra, em 6 e 7 de julho de 2026.
O alcance da iniciativa da ONU
A organização explica que o Diálogo não é uma mesa de negociação de acordos obrigatórios. Cada edição termina com um resumo de seus copresidentes. O objetivo declarado é aproximar governos e outros participantes, compartilhar conhecimento e subsidiar decisões futuras sobre a tecnologia.
Na mesma fala, Trump propôs usar o termo “superinteligência” para se referir à IA. À Agência Brasil, o especialista em governança de IA Ettore Arpini, fundador da Plures, avaliou que a troca de nome pode confundir o debate. Para ele, a discussão deve se concentrar nas capacidades dos sistemas, em quem os governa e em seus efeitos sobre a sociedade.
Fontes consultadas
Com informações de Agência Brasil — Lucas Pordeus León, do comunicado da Casa Branca de 22 de setembro e das explicações oficiais da ONU sobre o Diálogo Global. Consulta em 23 de setembro de 2026.
