Dificuldades para chegar ao destino já levaram 39% das participantes de uma pesquisa sobre mobilidade feminina a recusar uma vaga de emprego ou outra oportunidade profissional. O levantamento, divulgado pela Agência Brasil em 23 de setembro de 2026, ouviu 564 mulheres e reuniu relatos sobre segurança, custos e condições de transporte.

Manaus está entre as dez capitais incluídas na coleta, que também alcançou outras 73 cidades. Os percentuais se referem ao conjunto das entrevistadas nas 83 cidades, sem recorte específico para Manaus.

Trabalho e estudo afetados

Além das oportunidades de emprego, 54% disseram ter faltado a compromissos profissionais ou recusado convites relacionados ao trabalho por barreiras de deslocamento. Já 21% relataram desistência de capacitação, inclusive faculdade.

Entre os impedimentos apontados, insegurança e violência aparecem com 32%, seguidas de falta de dinheiro, com 22%. Transporte público precário e distância foram mencionados por 15% e 14%, respectivamente. A dificuldade também consome tempo: 52% das participantes passam mais de uma hora por dia em deslocamentos.

Como os dados foram reunidos

A pesquisa O Direito de Ir, Vir e Viver foi realizada pela consultoria Indique, pela organização feminista Think Eva e pela empresa de transporte por aplicativo 99. Essa participação empresarial integra a identificação dos responsáveis pelo estudo.

A etapa quantitativa ocorreu de 8 de junho a 9 de julho de 2026, com mulheres de 18 a 60 anos. Os números devem, portanto, ser lidos como relatos das participantes, sem atribuir automaticamente o mesmo percentual a todas as brasileiras ou às moradoras de uma cidade específica.

Fontes consultadas

Com informações da Agência Brasil — Letycia Treitero Kawada, em reportagem sobre o levantamento da Indique, Think Eva e 99. Consulta em 23 de setembro de 2026.

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