O Brasil pode registrar cerca de 13,3 mil mortes adicionais relacionadas ao calor entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027, segundo projeção do Climate Impact Lab divulgada em 23 de setembro. A estimativa considera o aquecimento associado ao atual El Niño e compara seus efeitos com condições climáticas habituais.
O número é uma projeção central do modelo, e não um balanço de mortes já ocorridas ou um limite máximo. Aproximadamente 8 mil dessas mortes são estimadas para dezembro a fevereiro, período incluído no total brasileiro.
Para o mundo, os pesquisadores projetam 451 mil mortes adicionais entre junho de 2026 e fevereiro de 2027. Esse intervalo começa três meses antes do recorte apresentado para o Brasil, portanto os dois números cobrem períodos distintos.
O cálculo combina previsões climáticas com relações observadas entre temperatura e mortalidade, levando em conta diferenças regionais de vulnerabilidade e capacidade de adaptação. Os resultados estão sujeitos às incertezas do clima e à resposta das comunidades ao calor.
Entre as medidas apontadas pelos autores para diminuir os riscos estão alertas antecipados, espaços de resfriamento, proteção de trabalhadores expostos e preparação dos serviços de saúde. A Agência Brasil destaca que Norte e Nordeste concentram a maior parte do impacto projetado para o país.
Fontes consultadas
Com informações de Climate Impact Lab — Michael Greenstone, Tamma Carleton, Genevieve Maricle e Emily Grover-Kopec, Agência Brasil — Isabela Vieira. Consulta em 24 de setembro de 2026.
