Duas pesquisas nacionais divulgadas em 21 de setembro de 2026 registraram Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas primeiras posições da disputa presidencial. Na Quaest, eles tiveram 37% e 33%; na BTG/Nexus, 40% e 37%. Lula aparece numericamente à frente, mas as diferenças cabem na margem de erro de dois pontos percentuais para cada candidato, situação descrita como empate técnico.
Os números são de cenários estimulados, nos quais o entrevistado recebe uma lista de nomes. Cada instituto ouviu uma amostra própria, por métodos e períodos diferentes. Os resultados devem ser lidos separadamente; a comparação entre eles não mede, por si só, uma mudança de voto ao longo do tempo.
Quaest: entrevistas presenciais
No levantamento da Quaest, Augusto Cury marcou 6%, Ronaldo Caiado 4%, Renan Santos 3%, Romeu Zema 1% e Samara Martins 1%. Indecisos foram 8%, e respostas de voto branco, nulo ou de quem não pretende votar somaram 7%. As demais candidaturas citadas no cenário não pontuaram, segundo a relação publicada pelo UOL.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas de 17 a 20 de setembro, presencialmente, a pedido da TV Globo e de O Globo. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O registro informado é BR-06004/2026.
BTG/Nexus: coleta por telefone
Na BTG/Nexus, Cury obteve 6%, Caiado 5%, Renan 3%, Zema 1% e Samara 1%. Brancos, nulos e os que não votariam chegaram a 4%; não souberam ou não responderam, 3%. Edmilson Costa, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Wilson Grassi e Clariana Barão ficaram abaixo de 1%, conforme a compilação do UOL.
O comunicado da Nexus confirma 2.006 entrevistas por telefone entre 18 e 20 de setembro, com eleitores a partir de 16 anos em todo o país. A pesquisa foi contratada pelo BTG Pactual, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, confiança de 95% e registro BR-00485/2026.
Como interpretar
Os percentuais retratam as respostas obtidas durante cada coleta, sem determinar o resultado da eleição. Nesta comparação, o recorte é o primeiro turno das duas pesquisas divulgadas em 21 de setembro; não se trata de uma média nacional de todos os levantamentos.
O TSE exige que os registros tragam informações como contratante, metodologia, datas e plano amostral. O tribunal também esclarece que não exerce controle prévio sobre os resultados nem administra sua divulgação. O número de registro, portanto, não equivale a um endosso do tribunal aos percentuais.
Fontes consultadas
Com informações de UOL Notícias — redação em São Paulo, Nexus — divulgação de 21 de setembro de 2026 e Tribunal Superior Eleitoral — orientações sobre pesquisas. Consulta em 23 de setembro de 2026.
