O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma política de cooperação entre países que preserve a autonomia de cada governo, em discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em 22 de setembro de 2026. A mensagem reuniu dois temas: a integração latino-americana e a atuação conjunta contra o crime organizado.
Ao abordar a relação da América Latina e do Caribe com as grandes potências, Lula afirmou que divergências ideológicas não deveriam impedir parcerias voltadas ao desenvolvimento. Foi nesse trecho que declarou: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”.
A fala apresentou a posição do governo brasileiro sobre soberania e relações internacionais. O presidente defendeu que os países da região definam seus caminhos políticos e ampliem a cooperação entre vizinhos.
Segurança por meio da cooperação
No combate ao crime, Lula sustentou que proteger fronteiras e a população é responsabilidade do próprio Brasil. Ao mesmo tempo, defendeu o trabalho conjunto de governos para interromper a circulação de armas e de recursos financeiros de organizações criminosas.
Segundo o presidente, uma proposta com esse objetivo foi entregue ao governo dos Estados Unidos. Na exposição, ele destacou a lavagem de dinheiro de origem criminosa realizada no exterior. A declaração se refere à proposta brasileira; não equivale ao anúncio de um acordo concluído entre os dois países.
Lula também citou o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus, como exemplo da articulação regional defendida no discurso. A referência colocou a segurança da região amazônica dentro da agenda apresentada à Assembleia.
Fontes consultadas
Com informações de Agência Brasil — Pedro Peduzzi e Paula Laboissière e da íntegra do discurso publicada pela Veja — João Nogueira. Consulta em 24 de setembro de 2026.
