Manaus voltou a amanhecer encoberta por fumaça em 23 de setembro de 2026. Segundo a Folha de S.Paulo, o sistema Selva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), classificou a qualidade do ar como péssima e registrou uma medição de partículas finas de 291 microgramas por metro cúbico.

A medição corresponde a um ponto de monitoramento, sem representar a média de toda a capital. A concentração de poluentes muda conforme o ponto de medição e o horário; por isso, registros de bairros diferentes podem mostrar situações distintas no mesmo dia.

Como acompanhar os dados

O Selva disponibiliza informações sobre a qualidade do ar em uma plataforma pública. O próprio projeto explica que usa sensores de baixo custo, cujos resultados são indicativos das condições no local onde estão instalados. Vento, poeira, manutenção e características do equipamento podem influenciar as leituras.

O Ministério Público do Amazonas, parceiro da iniciativa com a UEA, também ressalta que esses dados não devem ser usados isoladamente para conclusões científicas ou regulatórias. Para acompanhar o cenário, o leitor pode consultar a plataforma e observar o local e o horário de cada registro.

Cuidados durante a fumaça

O Ministério da Saúde explica que o material particulado fino, conhecido como MP2,5, pode penetrar profundamente no sistema respiratório. A exposição prolongada a concentrações elevadas pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares, com atenção especial a grupos vulneráveis, como crianças e pessoas idosas.

Quando o ar estiver comprometido, a orientação do ministério é evitar exercícios e esforços intensos ao ar livre e priorizar ambientes internos protegidos da fumaça. Para quem precisar sair, máscaras N95, PFF2 ou P100 bem ajustadas ajudam a reduzir a inalação das partículas. O órgão recomenda acompanhar alertas oficiais e seguir as orientações das autoridades locais.

Fontes consultadas

Com informações de Folha de S.Paulo — Jullie Pereira, do Selva/UEA, do Ministério Público do Amazonas e do Ministério da Saúde — João Vitor Moura. Consulta em 24 de setembro de 2026.

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