O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a atuação do Conselho de Segurança da ONU durante a abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral, em Nova York, em 22 de setembro. Segundo a cobertura da Agência Brasil, ele avaliou que a organização atravessa o momento mais crítico desde sua primeira participação na tribuna, em 2003.
Lula relacionou sua avaliação à continuidade das guerras e à dificuldade de proteger populações vulneráveis. O presidente também responsabilizou o poder de veto das grandes potências pelo que considera uma paralisação do Conselho. Essas afirmações expressam a posição apresentada pelo governo brasileiro no discurso.
Como funciona o veto
O Conselho de Segurança tem 15 integrantes, dos quais cinco são permanentes: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia. Nas decisões substantivas, são necessários pelo menos nove votos favoráveis e nenhum voto contrário de membro permanente.
A abstenção de um desses cinco países não equivale a veto. Já as decisões sobre procedimentos exigem nove votos favoráveis, sem a mesma prerrogativa de bloqueio. As regras estão descritas pelo próprio Conselho com base no artigo 27 da Carta das Nações Unidas.
O pronunciamento de Lula ocorreu no debate da Assembleia Geral, um espaço diferente do Conselho de Segurança. A crítica feita da tribuna não altera, por si só, as regras de votação do órgão.
Fontes consultadas
Com informações da Agência Brasil — Paula Laboissière e das explicações oficiais do Conselho de Segurança sobre seu sistema de votação. Consulta em 24 de setembro de 2026.
