O PL aparece à frente no valor recebido diretamente de pessoas físicas, enquanto o PT reúne mais doadores, segundo levantamento da Folha de S.Paulo publicado em 23 de setembro de 2026. A análise usou as prestações de contas de campanha entregues ao Tribunal Superior Eleitoral até 15 de setembro.

Os candidatos do PL somaram R$ 49,2 milhões, provenientes de 4.602 doadores. Para os candidatos do PT, foram R$ 34,6 milhões de 7.251 pessoas. Os valores dizem respeito ao conjunto das candidaturas de cada legenda, e não apenas à disputa presidencial.

O recorte também aponta R$ 36,4 milhões para candidatos do PSD e R$ 29,8 milhões para os do MDB. São doações privadas diretas; esses números não representam todo o financiamento das campanhas, que também inclui recursos públicos e outras modalidades de arrecadação.

Dados parciais e regras de arrecadação

Como o levantamento considera contas apresentadas até 15 de setembro, ele não é o balanço final da eleição. Novos recebimentos e prestações posteriores podem alterar os totais.

Nas orientações para 2026, o TSE informa que doações de pessoas físicas têm como limite geral 10% do rendimento bruto do ano anterior. Há ressalva para bens móveis ou imóveis pertencentes ao doador, até R$ 40 mil. O autofinanciamento tem outra referência: 10% do limite de gastos do cargo disputado.

O Tribunal também exige a identificação de quem doa e o registro das operações, inclusive por Pix. Doações de empresas e em criptomoedas continuam proibidas. As regras de transparência permitem distinguir o valor arrecadado da quantidade de pessoas que contribuem.

Fontes consultadas

Com informações de Folha de S.Paulo — Natália Santos, Marina Pinhoni e Nicholas Pretto e TSE — Manual do Eleitor sobre doações em 2026. Consulta em 24 de setembro de 2026.

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