A taxa de dez anos da dívida pública americana subiu de 4,96% para 5,11% entre 22 e 23 de setembro de 2026, segundo a curva diária divulgada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. A diferença foi de 0,15 ponto percentual. No mesmo dia, uma pesquisa empresarial mostrou aceleração da atividade e aumento da pressão de custos no país.
Durante o pregão de quarta-feira (23), o rendimento do título de dez anos chegou a 5,13%, conforme a Folha de S.Paulo, que apontou o patamar como o maior desde junho de 2007. Esse registro ao longo das negociações é diferente da taxa da série diária oficial.
O que a atividade econômica mostrou
A prévia do PMI composto da S&P Global passou de 56,0 pontos em agosto para 58,4 em setembro. O indicador reúne informações de empresas da indústria e dos serviços. Segundo a instituição, foi a quarta aceleração mensal consecutiva e o ritmo de expansão mais forte desde julho de 2021.
A análise publicada pelo economista Chris Williamson descreve crescimento das contratações e dificuldades para atender à demanda, com problemas de fornecimento e de disponibilidade de trabalhadores. Também relata encarecimento de combustíveis e transporte, associado à alta do petróleo.
Na avaliação da S&P Global, a combinação de atividade mais intensa e custos crescentes reforça pressões por juros mais altos. Trata-se da interpretação da instituição sobre os dados da pesquisa, não de uma decisão anunciada pelo Federal Reserve, o banco central americano.
Por que os números podem ser diferentes
A tabela do Tesouro utiliza uma curva calculada a partir de cotações indicativas de compra, coletadas perto das 15h30 no mercado americano. Ela permite comparar vencimentos constantes, como dez anos, e não representa necessariamente a máxima observada em um título durante o pregão.
Na mesma série oficial de 23 de setembro, as taxas de dois e de trinta anos ficaram em 4,85% e 5,40%, respectivamente. Separar esses dados das cotações intradiárias evita comparar medidas tomadas em momentos e condições diferentes.
Atualizado em 23 de setembro de 2026 com os dados da curva diária do Tesouro americano.
Fontes consultadas
Com informações de Folha de S.Paulo, com FT, S&P Global Market Intelligence — Chris Williamson e Departamento do Tesouro dos EUA — taxas diárias e metodologia. Consulta em 23 de setembro de 2026.
