António Guterres defendeu maior cooperação internacional para enfrentar guerras, desigualdade, crise climática e os riscos da inteligência artificial. O secretário-geral da ONU apresentou esses quatro desafios na abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral, em Nova York, em 22 de setembro de 2026.

Na avaliação de Guterres, os conflitos e a fragmentação entre países enfraquecem a proteção de civis e a resposta às crises. Ele pediu redução das hostilidades, acesso à ajuda humanitária e respeito às regras internacionais, em vez da predominância da força militar.

Regras para a inteligência artificial

O secretário-geral reconheceu possibilidades da IA na medicina e na pesquisa, mas advertiu sobre sistemas sem supervisão e decisões pouco transparentes. Propôs que os países compartilhem informações sobre riscos e cooperem em testes de segurança, com coordenação internacional.

Também defendeu que decisões de vida ou morte não sejam entregues a máquinas. O pronunciamento reúne propostas e avaliações do dirigente; não anuncia uma nova regra obrigatória para todos os países.

Clima e representação

Guterres cobrou planos nacionais de transição energética com proteção a trabalhadores e comunidades. Na área institucional, defendeu mudanças no Conselho de Segurança para refletir melhor a distribuição atual de influência mundial, incluindo representação permanente africana.

Fontes consultadas

Com informações do discurso de António Guterres publicado pelas Nações Unidas e da Agência Brasil — Paula Laboissière. Consulta em 24 de setembro de 2026.

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