O Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou em 23 de setembro o bloqueio cautelar de bens de antigos integrantes da alta administração do BRB, pelo prazo de um ano. Segundo o comunicado oficial, a medida busca preservar patrimônio para eventual ressarcimento aos cofres públicos; os ex-dirigentes terão 30 dias para se manifestar.

O processo foi convertido em Tomada de Contas Especial, procedimento usado para examinar responsabilidades e possíveis prejuízos ao patrimônio público. Trata-se de uma medida preventiva no curso da apuração, não de uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade de cada envolvido.

Documentos e esclarecimentos

O banco recebeu prazo de 24 horas para encaminhar um relatório de auditoria independente. O tribunal também fixou 15 dias para entrega de informações sobre a representação do Ministério Público de Contas e 30 dias para que o atual diretor-presidente explique o descumprimento de uma determinação anterior de envio de informações.

O TCDF informou ainda que dará prioridade ao processo para avaliar eventual extensão do bloqueio a outros agentes, condicionada aos elementos obtidos nas diligências.

A Folha relacionou a decisão às apurações sobre operações entre BRB e Banco Master. Em nota reproduzida pelo Correio Braziliense, o BRB avaliou positivamente a medida e afirmou que a atual gestão trabalha para recuperar bens e direitos da instituição. Essa manifestação do banco não substitui as respostas individuais dos ex-dirigentes.

Fontes consultadas

Com informações do TCDF — Pollyana Resende, da Folha de S.Paulo — Nathalia Garcia e do Correio Braziliense. Consulta em 24 de setembro de 2026.

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