Sensores da RedeAr registraram concentrações de partículas finas acima de 160 microgramas por metro cúbico em Manaus no dia 23 de setembro. O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) informou que a média registrada pela rede no mês superava 30 µg/m³.
As medições vêm de quatro sensores de baixo custo administrados pelo programa EducAir, ligado à Universidade do Estado do Amazonas. Os dados indicam o aumento da poluição nos pontos monitorados e acompanham a fumaça que tem encoberto a capital.
O pesquisador Newton Monteiro, do IPAM, relaciona o quadro às queimadas na Região Metropolitana, especialmente ao longo do Rio Amazonas e da BR-319. Segundo ele, alterações nos ventos associadas ao El Niño dificultam a dispersão e favorecem o transporte de fuligem para Manaus e municípios vizinhos.
A referência da Organização Mundial da Saúde para PM2,5 é de 15 µg/m³ na média de 24 horas. Um pico de concentração e uma média diária representam medidas diferentes. Essas partículas são pequenas o suficiente para penetrar nos pulmões e alcançar a corrente sanguínea; a exposição está associada a doenças respiratórias e cardiovasculares.
Fontes consultadas
Com informações de IPAM — Alice Pataxó e Lucas Guaraldo, Organização Mundial da Saúde — diretrizes de qualidade do ar. Consulta em 24 de setembro de 2026.
